O CRIME DE LARA – Inspirado em Hitchcock

marnie

Inspirado em Marnie, que não podia ver vermelho,  levamos a inspiração até as últimas consequências e olhe no que deu:

Os olhos estavam fixos no horizonte. A pele se ruborescia por causa do frio. um calafrio de tristeza subia por seu corpo. Ela não ia voltar, não poderia mais. Sentiu vontade de se jogar da janela e se misturar na imensidão do além, mas era covarde. Covarde demais para enfrentar os fantasmas de sua mente perturbada por toda a eternidade. Mas era tarde, os policias já haviam subido as escadas, após terem invadido à casa. O primeiro, pegou-a pelos punhos e a algemou. O segundo, disse a famosa frase do direito de permanecer calada. Mas ela ficaria calada, calada para sempre.

Os gritos eram apavorantes. Lara podia ouvir os colegas de manicômio gritarem dos quartos ao lado do dela. Não fora presa, o advogado dela soubera mentir direitinho, alegando insanidade mental. Mas não precisaria nem de mentiras, pois havia algo de insano mesmo naquela mulher. Somente a insanidade poderia explicar o porquê de que ela tomara tais atitudes no passado.
Seis anos atrás, Lara havia dado a luz à Nataniel. Tinha sido abusada sexualmente pelo próprio namorado, Igor, mas resolvera mesmo assim ter o bebê. Igor tinha sido preso, sendo que nunca fora informado que um dia se tornara pai. A família de Lara garantiu o desaparecimento da moça e do bebê do mapa. Lara havia mudado de casa, passando sua vida em um bairro pouco movimentado, trabalhando de atendente em um supermercado.
O vermelho. O vermelho lhe amargurava à alma, a fazia lembrar do ato de horror que sofrera. Todas as vezes que via uma embalagem no mercado na cor vermelha ou a roupa de algum cliente da mesma tonalidade, torcia de leve o pescoço e piscava com um dos olhos.
Não havia nada de vermelho na casa! Nem Nataniel vestia algo com tonalidade semelhante. A cada ano que se passava, os tiques aumentavam e Lara começou a ter ataques, quando via a cor vermelha começava a chorar e a gritar. Inevitável, o dia e que fora dispensada do supermercado, pois o Sr. Ramiro, mesmo amigo da família, não suportava mais ter que explicar aos seus clientes o porquê os surtos de Lara e há tempos já havia perdido uma boa parte da clientela.
Lara não suportou. Ao chegar em casa, não esperava que encontraria sangue na escada. Nataniel havia tropeçado e batido todo o corpo no chão. O vermelho manchou todo o vestido de Lara e as lembranças foram inevitáveis.
Os pulsos brutos e fortes do homem a seguravam. Véus eram trançados em seu pescoço. O ar faltava. Gritos. O sangue se espalhava pelos braços de Lara, o filho gemia de dor, mas ela não poderia ouvir, sua mente já havia a deixado para retornar ao passado.
Lara não via mais o semblante da criança. Perdeu o raciocínio e descobriu que toda a sua loucura, todo o seu pavor continuara com ela por que ele não a havia deixado. Para ela, Igor estava la, em meio a todo aquele sangue e dor em seus braços. Ela não pôde se conter e quando se deu por si estava com as duas mãos apertando fortemente o pescoço da criança. Nataniel clamava por socorro, mas Lara se ensurdecera para a realidade, não enxergava mais o filho, mas sim  aquele homem. Entranhada em seu surto, não gritou e nem derramou uma lágrima. Não poderia, pois tudo já estava feito. Engoliu a seco enquanto sentiu que o pequeno corpinho em seus braços não respirava mais. O ar faltava, mas não era para Lara.
Ela soltou o corpo no chão, subiu as escadas, enlameada pela culpa que veio quando recobrou os sentidos, caminhou até o quarto. Aproximou-se da janela. Os olhos estavam fixos no horizonte. A pele se ruborescia por causa do frio. um calafrio de tristeza subia por seu corpo. Ela não ia voltar, não poderia mais. Sentiu vontade de se jogar da janela e se misturar na imensidão do além, mas era covarde. Covarde demais para enfrentar os fantasmas de sua mente perturbada por toda a eternidade.

Este micro contro foi escrito com inspiração sonora em Villa Lobos.

Ouça a trilha que inspirou o conto.

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Capítulo Pandora do Ebook Olhar Despedaçado ( Por Anthéia Lígia)

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Vícios, pragas, loucuras, violência, doenças, pobrezas e crimes. A noite só vem a despertar os malefícios da alma. A caixa aberta, e eu intacta. Fecho-a, e antes disso nem mesmo ouso olhar para dentro. Acho que já sei o que tanto ela guarda.
Senti o vento sobre as penugens de minha pele e minha boca arroxear de frio. Porém não podia ficar por mais tempo aqui estática, segurando esta caixa. A janta ainda não esta pronta. Logo gritos encherão esta sala se a mesa não estiver feita na hora certa. E eu aqui parada, feito uma tonta.
A caixa, agora no sofá, brilha reluzente, grita: abra.
Limpe o lustre. Lave a vidraça. Lustre o vaso. Deixe os cantos brilhando. Vá para a cozinha termine a janta. Volte para a sala. Termine de limpar o lustre. Tire o pó da cortina. Deixe tudo brilhando. A janta esta pronta.
Abrir a caixa é criar um mal que não pode ser desfeito. Porém, como dizia minha meu pai, o que está feito, está feito. Era como se meus dedos enrugados fossem conduzidos por ela com este propósito. Feito, a caixa se abre.
E o castigo de Zeus recai sobre mim na forma de um diário.
Meus dedos ardiam como se pegassem fogo. Minha mente evocava apenas uma imagem: o piano.
Notas doces e velozes, eu podia ouvir. Era como se a sala estive cheia de vida outra vez. Um vestido que bailava de um lado ao outro com seu par, um terno clássico. E as notas cada vez mais altas expandindo-se pela sala ainda mais.
Era festa de quinze anos. Para ela os perfumes mais caros, as roupas mais belas. Mas é claro, ela era a dona da casa. Eu comemorava no quartinho dos fundos com um bolinho simples, e uma foto na mão. Minha mãe com um largo sorriso que eu jamais esqueceria. E meu pai com sua feição séria de sempre.
Logo já não mais havia o quartinho, o bolo, a foto ou a música alegre. Entretanto, o piano ainda estava lá, ressuscitando os mortos deste diário.
As notas se tornaram tristes, porém ainda mais doces. Minha pele que já não era mais aveludada, porém ainda firme, carregava a bandeja. Taças, champanhe e vinho. Um jantar romântico, onde o flerte havia começado.
“Além de diretor, um músico adorável”, exclamava a atriz, minha patroa. Risos altos embebedavam a sala, e a bandeja se tornava mais e mais pesada, como um fardo a ser carregado. “Como está deslumbrante!”, pensei em dizer, contudo, meu orgulho me impedia de admitir tal coisa.
Essa ânfora me causa enjoos. Afastei a caixa de mim, enquanto me agarrava cada vez mais ao diário e as suas memórias adormecidas.
As notas cessaram. Sem melodia alguma. Somente um sol de verão, em que o calor percorre as veias do corpo junto com o oxigênio. O ar faltava. “Ar. Não aguento ficar presa nesta sala”. Ela sempre me dizia, e continuava “Traga um chá gelado ou um suco, vê se faça algo que preste”.
Vícios, pragas, loucuras, violência, doenças, pobrezas e crimes. A noite só vem a despertar os malefícios da alma. Enquanto o dia vem apontar todos eles.
O sol continuava a pulsar luz ao meio dia, e seus raios eram cortantes. A luz que penetrava em mim não me deixava sossegar, e a figura cravada nos pensamentos era daqueles dedos que tocavam piano para ela. Tão sutis. Eu o amava também.
O sol se expandiu ao ponto de todos os fantasmas se extinguirem e só restar àquelas páginas em minhas mãos. Dores. Lágrimas. Uma secura amarga na garganta. Uma pontada na boca do estômago, e mais nada. Só restava La douce vengeance.

 

Capítulo Estilhaço do E Book Olhar Despedaçado ( Por Anthéia Lígia)

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A quem ela queria enganar? Não conseguia decorar ao menos duas linhas do texto.
Realmente era uma incapaz. Incapaz… Incapaz… A palavra não saía de minha mente.
Realmente, não parecia ser fácil, mas não era impossível representar um papel. Em todos estes
anos sempre me senti como a sombra, o reflexo fora do espelho.
Então, diante de minha imagem refletida, pude observar que o vestido mal cabia,
muito menos cada frase saída de minha boca. Olhando um reflexo que não só me espelhava,
mas chamava a minha atenção para uma silhueta desajeitada atrás de mim, em cima do
tapete. Sentei-me próxima a ela, e quanto mais perto dela eu estava, mais minha imagem
embaçava. Toquei com a ponta dos dedos na moldura do espelho. E por ela caminhei até que
alcançasse meu reflexo. Era como mergulhar no fundo de uma piscina e emergir dela com um
salto. Eu sentia que ainda estava no mesmo quarto, mas não estava sozinha.
Todos os textos que ela atuava, ela me vira fazer antes pelo meio da casa. Limpando
um cômodo, eu soltava um trecho, sabia que ela ouvia e mesmo assim o fazia. Tenho certeza
de que todos os seus personagens foram meros esboços do que eu criava. Um dia ele também
me ouviu recitar um trecho em meio às tarefas que eu exercia. De fato, deve ter-se
maravilhado a ponto de não dizer uma só palavra. Ele, então, passou, a saber, do que eu era
capaz… Suportei por todo esse tempo as flores que ela recebia… Os cartões… Os passeios em
que ela estava com ele… Um romance que eu sentia, mas que ela viveu.
Fiquei reduzida a ser sombra desta que chamam de atriz. Porém, eu tive um momento
único, num lindo dia de sol. Um dia daqueles em que o calor cintila pelos poros da pele. Até o
chão fervia. Os meus miolos fritavam de preocupação, pois a casa estava uma desordem.
Depois de mais uma noite de festa, só me restava limpar a bagunça. E da memória, limpar a
lembrança. A pior delas que eu podia manter.
Foi no dia em que eles comemoraram o último papel que ela ganhara em uma novela.
Um papel que qualquer uma desejaria. Uma superprodução em horário nobre. Ela seria a
mocinha da história. Ela que roubou meus sonhos e que com sua presença me impedia de
viver com meu amado… Outra chance de realização frustrada, pela tal senhora Bittencourt,
uma desgraçada! Meu fardo era servi-los, afinal essa era a função que me cabia.
Logo que a senhora Bittencourt largou aquele texto e foi descansar, eu me agarrei a
ele como se fosse uma joia preciosa. Por um instante, veio em minha mente a ideia de que
minha vida pudesse mudar. Tudo seria diferente, eu enfim me tornaria uma atriz e faria
sucesso. Durante a madrugada decorei e ensaiei aquele texto. Sabia que na manhã seguinte,
logo cedo ele a visitaria para ver o que ela tinha preparado. Mas é claro que eu havia me
preparado muito mais.
Feito e dito. Horas antes do almoço, ele já estava lá, na varanda aguardando-a. Vesti
meu melhor uniforme, que casava bem com o personagem da novela, já que se tratava sobre a
vida de uma empregada. Resolvi servir um suco. Enquanto carregava a bandeja, soltei algumas
falas do tipo: Bem que hoje eu poderia ser a madame, hein? Tomando o café com o patrão,
sem pensar nas contas para pagar! Percebi que o diretor me notara. Ele não me olhou ou se
quer esboçou expressão alguma. Todavia, segurou seu copo de suco de uma forma que
evidenciava que havia me percebido no ambiente. Sai da varanda e sabia que ele tinha me
ouvido recitar uma das falas da personagem.
Durante o dia todo de trabalho ansiei por uma resposta. Sabia que ele não tardaria a
me dar um feed back. Sendo, certamente, uma afirmativa. Não passaram mais que três dias.
Minha patroa recebeu um telefonema dele, com a resposta. Espiei pela fresta da fechadura da
porta de seu quarto. Depois de um breve silêncio inexpressivo, ela largou o telefone com um
salto. Uma enorme agitação tomou conta de seu corpo. Ela explodia de alegria. Gritou,
esperneou e chorou até não houvesse mais nada a se fazer. Caiu exausta em sua cama, ficando
por um longo tempo imóvel, até que se levantou e caminhou em direção a porta.
Corri pelo corredor para não ser vista. Então ela me chamou. Isabel! Atendendo a seu
chamado, segui até seu encontro. Ela finalmente me deu a notícia com berros de alegria: O
papel é meu! Sou a mocinha da novela das oito! Belzinha, minha querida, poderá fazer invejas
em todas as suas conhecidas, quando for fazer compras no supermercado. Sua patroa é atriz
global!
“Atriz global” ecoava… Ali no espelho só pude enxergar esta cena, onde ela
concretizava tudo que eu queria. Memória que tenho, porém, não condiz com minha vida.
Chega desta imagem perturbadora que tenho! E com um só golpe empurro a moldura ao chão.
Não resta mais nada além deste ser estilhaçado.
O corpo dela jazia no chão. Desgraçada como eu! Eu e toda essa vida! Agora, também,
nossa imagem disforme nestes cacos. Cacos tão duros como nossa alma de pedra. Não é
mesmo, ô Dona Bittencourt? Não vai responder? Não pode! Tanta amargura, desgosto, ódio…
Tudo em milhões de pedaços. Assim como eu.
Um brilho vermelho começa escorrer por entre meus dedos, devido aos cacos. Dedos
que um dia já foram aveludados como a pele de um pêssego. A moldura pende no chão,
intacta.

RETIRADO DO E BOOK :

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FLORESTA NEGRA – Monólogo de suspense (Por Anthéia Lígia)

( RUBRICA : JULIANA ESTÁ NO PALCO, NUM CENÁRIO REPRESENTANDO UMA COZINHA).

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JULIANA :

_ OVOS, LEITE, MARGARINA, CHOCOLATE EM RASPAS, CHANTILLY,FARINHA, FERMENTO.ESTÁ TUDO SEPARADO. AGORA, É SÓ MISTURAR E POR NO FORNO! ELE ADORA UMA SURPRESA!

ERA O DIA DO NOSSO ANIVERÁRIO. EU, COMO TODOS OS ANOS, IRIA PREPARAR UM JANTAR ESPECIAL, DAQUELES BEM INTIMISTAS, COM VELAS, INCENSO… E A SOBREMESA CASEIRA, DO JEITO UE ELE GOSTA. PASSEI A TARDE NA CABELEREIRA. FIZ AS UNHAS, LIMPEZA DE PELE, HIDRATAÇÃO NO CABELO, ESCOVA, TUDO O QUE EU TINHA DIREITO. ELE ADORA A MINHA VAIDADE!
LEMBRO DA PRIMEIRA VEZ QUE NOS CONHECEMOS. EU ESTAVA ENTREGANDO UMAS FLORES PARA UMA BELA JOVEM, EU ERA FLORISTA. ESTAVA GAROANDO, ELE VINHA COMPRAR UM GRANDE RAMO DE FLORES PARA A SUA MÃE. ERA DIA DAS MÃES. EU NÃO IMAGINA QUE LOGO NO PRIMEIRO DIA EM QUE EU CONHECI O MEU AMADO, EU TAMBÉM ENTREGARIA FLORES PARA MINHA FUTURA SOGRA.
EDUARDO E EU AINDA NÃO SOMOS CASADOS. ESTAMOS JUNTOS HÁ TRÊS ANOS, MAS ELE AINDA NÃO TOCOU NO ASSUNTO. EU O ENTENDO, ELE É JOVEM, 25 ANOS. EU TAMBÉM, 24. MAS COM TODAS AS AMIGAS CASANDO POR PERTO, A IDEIA FICA IRRESISTÍVEL, PAIRANDO NO AR, AO MENOS, PARA MIM. SOMENTE A MINA AMIGA SUELLEN E EU QUE NÃO SOMOS ALIANÇADAS EM NOSSO CLUBE DO LIVRO.
SUELLEN É UMA BOA AMIGA. NA VERDADE, ELA QUE ME APRESENTOU O EDUARDO, PROPRIAMENTE. DEPOIS DE UMAS DUAS SEMANAS PASSADAS DA PRIMEIRA VEZ QUE EU O VI, DESCOBRI QUE SUELLEN O CONHECIA. MUNDO PEQUENO, NÃO?
SUELLEN PRATICAMENTE CRESCEU AO MEU LADO, BRINCÁVAMOS DESDE DE PEQUANAS. SAÍMOS DURANTE NOSSA ADOLESCENCIA E NOS METÍAMOS NAS CONFUSÕES AMOROSAS JUNTAS! SEMPRE UMA LIVRAVA A OUTRA.
SUELLEN CONHECIA O EDUARDO HÁ DOIS ANOS. ELES JÁ HAVIAM MORADO UMA MESMA REPÚBLICA POR UM TEMPO, NA ÉPOCA DE FACULDADE. SUELLEN SEMPRE FALOU BEM DO EDUARDO, TANTO QUE UM DIA TOMEI CORAGEM E PEGUEI O CONTATO DELE NA LISTA DE AMIGOS DA SUELLEN.
COMEÇAMOS A NOS FALAR LOGO DE CARA E NÃO DEMOROU MUITO PARA QUE OMEÇÁSSEMO A SAIR JUNTOS. TIVEMOS VÁRIOS ENCONTROS, MAS EU PREFERI ESPERAR A COISA FICAR SÉRIA PARA COMPARTILHAR COM A SUELLEN. EU NÃO QUERIA ATRAPALHAR A AMIZADE DOS DOIS.
O TEMPO PASSOU E VEJA: EU E O EDU COMPLETANDO TRÊS ANOS! TRÊS LINDOS ANOS DE MUITO AMOR, VIAGENS, PRESENTES, CARINHOS, MIMOS, ENCONTROS, FERIADOS AGARRADOS UM AO OUTRO COM PIPOCA ASSISTINDO A DVDS JUNTOS. CONFESSO QUE, MAIS COCHILANDO DO QUE ASSISTINDO!
O TRABALHO DO EDU SEMPRE FOI UM POUCO ESTRESSANTE. ELE PASSAVA MUITAS NOITE VIRADAS NO TRABALHO TENDO QUEDAR CONTA DO QUE O SEU SÓCIO NÃO DAVA. TRABALHADOR E MUITO! NAS POUCAS NOITES QUE CONSEGUÍAMOS PASSAR MAIS TEMPO JUNTOS ERAM ADORÁVEIS. O EDU SABE AGRADAR UMA MULHER COMO NINGUÉM!
AGRADEÇO TODOS OS DIAS POR TÊ-LO ENCONTRO. AGRADEÇO MAIS AINDA POR TER TIDO AO MEU LADO UMA AMIGA PARA ME APOIAR E TER ME APRESENTADO O CARA DA MINHA VIDA. ALGUÉM PODE SER MAIS FELIZ?
CELEBRAÇÃO! TAÇAS E UM BOM VINHO! O EDU ADORA VINHO! PRINCIPALMENTE QUANDO MISTURA O GOSTO DO TINTO NOS LÁBIOS COM O SABOR DO CHOCOLATE. FLORESTA NEGRA! ELE ADORA BOLO DE FLORESTA NEGRA. POR ISSO, ESTIVE A TARDE TODA COZINHANDO, MEIO DOCE MEIO AMARGO.
JÁ ESTAVA PRONTO! O CHEIRO EXALAVA E INVADIA TODA A COZINHA! PENETRAVA POR CADA PORO DAS PAREDES. ERA SIMPLESMENTE FASCINANTE O CHEIRO DE BOLO QUENTE. NOSTÁLGICO DE TODAS OS MELHORES MOMENTOS. E HOJE, ERA O DIA!
EU SUBI AS ESCADAS, CUIDADOSAMENTE, SEM QUE MEU SALTO FIZESSE BARULHO. ANDEI ATÉ O FINAL DO CORREDOR DO SEGUNDO ANDAR DA CASA. A PORTA DO QUARTO ESTAVA FECHADA. ENCOSTEI MEU OUVIDOS LENTAMENTE NA MADEIRA.
EU PODIA OUVIR OS GEMIDOS, AS CARÍCIAS, OS CORPOS FLAMEJANTES. A DANÇA SUADIÇA DURANTE O ATRITO. DESLIZEI MEU OLHOS ATÉ A FRESTA DA PORTA E PUDE ENXERGAR OS DOIS CORPOS TRAIDORES.
ENGOLI SECO. DESCI AS ESCADAS LENTAMENTE. CHEGUEI NA COZINHA, RETIREI O BOLO DO FORNO E O DEIXEI NA MESA. LIGUEI O GÁS E DEIXEI ESCAPANHANDO. SÁ PELA SALA E TRANQUEI A PORTA. JOGUEI A CHAVE NO QUINTAL E FUI PARA O CINEMA.

( Este micro conto e/ou monólogo foi produzido há uns três anos mais ou menos, em uma oficina de dramatugia,  no intuito maior de monólogo mesmo. Anos depois, após perder o escrito original, resolvi reescrevê-lo e publicá-lo. Na época em que escrevi, lia muitos contos de terror, como por exemplo Joe Hills entre outros, que me inspiraram a escrever um conto no gênero de suspense.).

DAVINCI DEMONS

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UMA SÉRIE NOVA QUE JÁ ESTA NA SEGUNDA TEMPORADA, Da Vinci’s Demons faz um homenagem ao grande pintor Leonardo Da Vinci!

O personagem principal, Leonardo, é um pintor e também um engenheiro de guerra, da cidade de Florença.

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Além disso, a série tem uma trama muito interessante envolvendo política, religião e ciência.

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Da Vinci, cria armas de guerra para proteger Florenças dos interesses do papado de Roma. Além disso, a trama discorre sobre duas sociedades secretas que estariam correndo atrás de um mesmo objeto de conhecimento que traria um grande poder sobre a humanidade, o livro das sombras.

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Em certa parte da série, é apresentado um povo sul americano, com um figurino muito bonito e artístico, não deixando a desejar para a direção artística da série, que conta com muitos recursos visuais e estéticos.

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E para os que adoram um romance recheado de intrigas, teremos vários casais surgindo na trama e muito emoção que irá rolar.]vinci 12vinci 5

 

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PRECONCEITO COM HOBBIES

” Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar”.

Nelson Mandela.

CADA UM TEM UM ESTILO MUSICAL, UM TIPO DE LITERATURA QUE GOSTA,ETC. AS FORMAS DE ENTRETENIMENTO SERVEM, ANTES DE MAIS NADA, PARA ENTRETER, SIMPLESMENTE. CLARO QUE, SE O ENTRETENIMENTO TRAZ ALGO REFLEXIVO OU EDUCATIVO, UM TANTO MELHOR, POIS ALÉM DA PESSOAS ESTAR SE DIVERTIDO, ACABA APRENDENDO TAMBÉM, REALIZANDO DUAS FUNÇÕES EM UMA COISA SÓ.

HOBBIES SÃO FUTILIDADES?

A FUTILIDADE É MUITO RELATIVA, POIS O QUE É FÚTIL PARA UNS PODE NÃO SER PARA OUTROS. POR EXEMPLO, MUITAS PESSOAS CRITICAM FILMES CONSIDERADOS “COMERCIAIS” POR ACREDITAREM QUE FILMES DESTE TIPO NÃO AGREGAM EM NADA. CONTUDO, A INDÚSTRIA CINEMATOGRÁFICA POSSUI TÉCNICAS FANTÁSTICAS  QUE ENRIQUECEM VISUALMENTE AS PRODUÇÕES. RECURSOS TAIS COMO A CONCEPÇÃO FOTOGRÁFICA E DE ARTE DE UMA PRODUÇÃO, UM ROTEIRO OU ATÉ MESMO A CONSTRUÇÃO DE PERSONAGENS, FIGURINO, CENÁRIO, EFEITOS VISUAIS, ETC.

NÃO DEVEMOS DESMERECER NEM O CINEMA INTERNACIONAL E MUITO MENOS O NOSSO CINEMA NACIONAL.

UMA COISA É NÃO GOSTAR, MAS RECONHECER QUE ALGUMAS PRODUÇÕES POSSUEM PONTOS POSITIVOS. OUTRA COISA É, SÓ POR NÃO GOSTAR, DECLARAR QUE TAIS COISAS SÃO UMA PORCARIA, SIMPLESMENTE.

OUTRO TEMA POLÊMICO É ESTILO MUSICAL. MÚSICA TAMBÉM SERVE PARA ENTRETER! SIM, MÚSICA TAMBÉM SERVE PARA ENTRETER!

IMAGINE A CENA : UM TRABALHADOR, CANSADO E ESTRESSADO, VOLTANDO PARA CASA, IRÁ QUERER OUVIR ALGO PARA RELAXAR EM SEU FONE DE OUVIDO. NADA QUE FORCE A MENTE, OU QUE ELE PRECISE TALVEZ PRESTAR TANTA A ATENÇÃO. ISSO NÃO SIGNIFICA QUE A LETRA DA MÚSICA NÃO SEJA IMPORTANTE, APENAS QUE, HÁ MOMENTOS EM QUE SÓ QUEREMOS NOS DISTRAIR, NÃO FORÇAR O CÉREBRO MATUTANDO!

OUTRO EXEMPLO : UM PESSOA ACORDA E IRÁ FAZER FAXINA NA CASA INTEIRA. PROVAVELMENTE, ESTA PESSOA TERÁ QUE COLOCAR UMA MÚSICA AGITADA, PARA PODER DAR ENERGIA E ÂNIMO PARA REALIZAR A LIMPEZA. NÃO DÁ PARA OUVIR UMA MÚSICA CALMA E DIALÉTICA NESTE MOMENTO.

CLARO QUE, ESTES CONHECIMENTOS SÃO IMPORTANTES PARA AGREGAR VALORES E EXERCITAR O NOSSO CÉREBRO, MAS EM ALGUNS MOMENTOS PRECISAMOS APENAS NOS ENTRETER!

PODEMOS MUITO BEM OUVIR MÚSICAS CONSAGRADAS E MÚSICAS DE BALADA, APENAS DANÇANTES, COM TANTO QUE TENHAMOS CONSCIÊNCIA DE QUE CERTAS COISAS APENAS ENTRETÉM E OUTRAS EXERCITAM NOSSA CAPACIDADE MENTAL. DA MESMA FORMA, OCORRE COM FILMES, LIVROS E SÉRIES.

O IDEAL É BALANCEARMOS TANTO  OS NOSSOS HOBBIES COM COISAS QUE APENAS NOS AGRADAM SEM NECESSARIAMENTE EDUCAR COM COISAS QUE REALMENTE SEJAM EDUCATIVAS, ASSIM, SEMPRE ESTIMULAREMOS NOSSA CAPACIDADE CRÍTICA E PENSANTE, SEM NOS ABSTER DE COISAS QUE APENAS DIVERTEM.

A LITERATURA FANTÁSTICA, POR EXEMPLO, PODE SER EDUCATIVA EM VÁRIOS ASPECTOS, MAS MUITAS VEZES, TRARÁ UMA LINGUAGEM MAIS SIMPLIFICADA. PARA AS PESSOAS QUE DESEJAM ATINGIR UM NÍVEL LINGUÍSTICO MAIS APURADO, É NECESSÁRIO CONHECER AS OBRAS CONSAGRADAS DE GRANDES ESCRITORES DA LITERATURA.

AO INVÉS DE CRITICAR ALGO, POR MAIS FÚTIL QUE POSSA PARECER,  PROCURE CONHECER REALMENTE, ANTES DE CRIAR OPINIÕES RADICAIS SOBRE ALGO.

Especial de vingança – parte 3

O CONDE DE MONTE CRISTO

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O Conde de Monte Cristo foi inspirado em um romance francês escrito por Alexandre Dumas, em 1844. Este escritor é o mesmo da obra OS TRÊS MOSQUETEIROSO nome do romance surgiu quando Dumas a caminho da Ilha Monte-Cristo, com o sobrinho de Napoleão, disse que usaria a ilha como cenário de um romance.

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O livro conta a história de um marinheiro que foi preso injustamente. Lá, conhece um clérigo de quem fica amigo. Quando o clérigo morre, ele escapa da prisão e toma posse de uma misteriosa fortuna. O marinheiro, agora em condições financeiras, pode vingar-se daqueles que o levaram à vida de prisioneiro.

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A adaptação cinematográfica não deixa a desejar! O figurino e a maquiagem foram bem trabalhados, deixando a caracterização dos personagens impecável. Mesmo quando consideramos as diversas mudança que ocorrem com o personagem principal, vemos seu corte de cabelo e vestimentas acompanharem a mudança.

 

 

ESPECIAL VINGANÇA – PARTE 2

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REVENGE!!!!!!

Aqui, o ditado do seriado Chaves ” A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena” , não tem vez!!!!!

Amanda, a personagem principal de Revenge, quer se vingar em grande estilo de, praticamente, uma cidade inteira! Mas tudo isso tme um preço bem caro : a própria felicidade e vida de Amanda.

Sim, pois Amanda está rica, com a enorme fortuna deixada por seu pai, que não somente se emprenhou em dar um futuro para a filha, como também uma grande lição : O perdão.

Mas será que Amanda deu ouvidos para o seu pai?

Mesmo na flor da idade, jovem, bonita e com dinheiro, Amanda foca todas as suas forças e meios para um único objetivo : Vingança!

Desta forma, nossa “mocinha anti-heroína” abre mão de uma vida confortável e de realizações pessoais para uma única realização, se vingar de cada pessoa desta cidade que arruinou a vida dela. Priorizando até mesmo relacionamento afetivos interesseiros e superficiais do que um relação com o seu amor verdadeiro de infância.

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Além disso, a propaganda e estética utilizada nos cartazes promocionais da série traz indícios dos elementos que podemos encontrar na trama : vingança, paixões, dores e reviravoltas.

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Como podem ver acima, os espinhos são a marca registrada da personagem principal. O primeiro cartaz lembra bastante a bruxa da história da Bela Adormecida, que rodeou o castelo com toda a floresta para dificultar a chegada do príncipe para socorrer a Bela. Contudo, lembremos que espinhos e rosas rodeiam muito esse universo fictício, tanto de seriados como de contos de fadas. As rosas, do segundo cartaz, não são brancas, nem rosas, nem de qualquer outra cor que não seja vermelho. Coincidência? Em marketing e publicidade nunca existem coincidências!

O vermelho lembra sangue, paixão, violência, ou sentimentos fortes, eufóricos. Ainda lembremos que rosas são símbolos de feminilidade, que pode representar a personagem principal. Além disso, os espinhos são mantidos, mas desta vez, não estão sozinhos, o que pode sugerir um mix de surpresas ou uma abrandada no desejo de vingança de Amanda, ou ainda um forte envolvimento emocional.

Não posso afirmar se todas estas questões foram postas estrategicamente ou se irão se confirmar durante às demais temporadas, afinal, eu ainda não terminei de assistir e estou só frisando minhas impressões pessoais!

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ESPECIAL DE VINGANÇA – PARTE 1

COMO FOI PROMETIDO, O ESPECIAL DE VINGANÇA COMEÇA ABORDANDO A NOVELA AVENIDA BRASIL. MAS FALA SÉRIO, THÉIA, VOCÊ IRÁ FALAR DA NOVELA? NÃO! EU IREI FALAR DA PERSONAGEM CARMINHA!  POR QUE? POR QUE ELA FOI UM PERSONAGEM MUITO BEM CONSTRUÍDO, MERECENDO ESTE DESTAQUE! CARMINHA : Imagem CONFESSO QUE NÃO ACOMPANHEI MUITO A NOVELA, ASSISTI ALGUNS CAPÍTULOS APENAS. NÃO ESTOU DESMERECENDO AS NOVELAS, PELO CONTRÁRIO, ACHO QUE SÃO ÓTIMAS PRODUÇÕES AUDIOVISUAIS BRASILEIRAS, COM MAIOR DESTAQUE ATÉ QUE O CINEMA BRASILEIRO, POIS ATINGE UM MAIOR ALCANCE DE PÚBLICO. FORA QUE MUITAS NOVELAS USAM TÉCNICAS CINEMATOGRÁFICAS. MAS ESTE NÃO É O FOCO DO NOSSO ARTIGO! POR QUE GOSTAR DE CARMINHA? PRIMEIRO : PORQUE É  A ADRIANA ESTEVES QUE A INTERPRETA! SEGUNDO : PORQUE O PERSONAGEM FI REALMENTE BOM! ADRIANA ESTEVES POSSUI UMA COLEÇÃO DE PERSONAGENS BONS EM SUA TRAJETÓRIA COMO ATRIZ, VEJAMOS ALGUNS PERSONAGENS DELA.

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QUEM NÃO MORREU DE RIR COM O ESTE CASAL EM O CRAVO E A ROSA?

VEJA ESTA CENA DE CORAÇÃO DE ESTUDANTE:

 

ELENCO DA NOVELA CONVERSANDO SOBRE O SEU PERSONAGEM E A VINGANÇA DE RITA:

 

APESAR DA VINGANÇA SER DE RITA, ADRIANA ESTEVES TEVE A ESCOLHA DE UM FIGURINO FANTÁSTICO ! AS CORES BRANCAS SÃO ÓTIMAS PARA TRANSPASSAR A FALSA ILUSÃO DE INOCÊNCIA, TRANQUILIDADE E BONDADE.

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Pois é, quem assistiu Revenge, consegue enxergar os traços que inspiraram a novela : A vingança se dá por uma personagem feminina, que teve a sua infância devastada, uma vida perto do pai que lhe foi roubada. Mas o enredo da novela foi totalmente reformulado e levando a trama para um outro contexto, trabalhando até mesmo com as questões sociais brasileiras, como as famílias que vivem em lixões brasileiros de maneira subumana.

 

 

Revenge, Conde de Monte Cristo e Avenida Brasil

Fala sério Theia !?

Especial da semana, tema : VINGANÇA!

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Faremos um especial sobre vingança. E  as próximas três postagens abordaram o tem a vingança! Começaremos falando do filme o Conde de Monte Cristo, depois sobre Revenge e por fim Avenida Brasil. Iremos comparar as narrativas, e ressaltar os detalhes que mais ressaltaram a atenção e talvez não sejam os mais comentados : A ESTÉTICA DAS PRODUÇÕES.

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Sim, abordaremos a estéticas as três produções : um filme, uma série e uma novela. Adiantando alguns tópicos, iremos descobrir por que Carminha de avenida Brasil usava tanto roupas claras, por exemplo, e o quanto isso foi importante para contribuir na construção da personagem. Assim como a Série Breaking Bad, em que os produtores usavam as cores com um propósito estético, o figurino de Carminha possui um significado importantíssimo para o personagem. Além disso, teremos também a análise dos cartazes promocionais da série Revenge, explicando como a caracterização das rosas e espinhos são significativas e relevantes com o tema da série: VINGANÇA. Por fim, uma análise sobre o filme Conde de Monte Cristo e as referências que foram aproveitadas das demais produções que desta foram derivadas.

E QUE VENHA A VENDETA!

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